Apesar da crise e da queda na arrecadação, tão bem comentadas pelo governo e pelos economistas da esplanada, será feito um pedido de crédito suplementar ao Congresso Nacional para pagar o aumento no valor dos benefícios do Bolsa Família. É que o reajuste de 10% a ser anunciado pelo presidente Lula não está previsto no Orçamento da União. O ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, disse que o governo está fazendo as contas para saber o tamanho do pedido de crédito extra. A previsão é que o reajuste nos benefícios custe aos cofres públicos R$ 1,19 bi a mais por ano, mas o ministro alegou que os recursos adicionais serão necessários para cobriro aumento do número de beneficiados.
Milhões de família brasileiras devem vibrar com a notícia porque o Bolsa Família é, na maioria das vezes, o único dinheiro que chega às mãos de mulheres (e homens) chefes de família. No entanto, as condicionantes do programa, como a freqüência escolar e a vacinação das crianças, não são respeitadas. Falta fiscalização. E precisa haver fiscalização porque não há educação, consciência cidadã. Para muitos pais, o mais importante é o cartão do programa e não o caderno e o livro da criança.
Ontem, no Lixão de Maceió, uma criança morreu esmagada por um trator enquanto dormia. Tinha 12 anos e a família recebia o benefício.
Em Penedo, muitas estão nas ruas, na chuva, nas portas dos supermercados, nos bares e restaurantes vasculhando pacotes de lixo e trazendo um sério incômodo aos empresários do turismo porque chegam até mesmo a roubar comida das mesas dos turistas. Isso para não falar dos que se prostituem por 2 reais na orla do magestoso Rio da Unidade Nacional.
Precisa dizer mais?
31 de Julho de 2009 às 11:20
Martha Martyres
Nas ruas, na fila do banco, enquanto escolhemos produtos nas gôndolas dos supermercados, no ponto do ônibus ou nos encontros sociais, ouve-se apenas o murmúrio que vem das entranhas de um povo revoltado com a atual situação que envolve uma parte considerável dos políticos de Alagoas.
A voz do povo nas ruas qualifica essa situação de absurda, inaceitável, vergonhosa e tantos outros adjetivos, alguns impronunciáveis.
Estamos vivendo em Alagoas um tempo de muita indignação, mas, por isso mesmo, de profundas mudanças. É importante insistir neste ponto: um tempo de profundas mudanças.
Existe hoje um quase consenso que Alagoas nunca mais será o mesmo depois das denúncias de corrupção que envolvem os deputados estaduais, secretários de estado, prefeitos, vereadores, servidores, policiais, membros do judiciário e muitas outras “autoridades” alagoanas que durante muito tempo usufruíram de prestígio junto à população a ponto de até se elegerem pelo voto popular e manterem um “status” de “intocáveis”.
A indignação está nas ruas, no rosto dos que exigem a cassação dos mandatos dos políticos e a prisão dos envolvidos nessas quadrilhas que assaltam, há décadas, os cofres públicos.
A indignação está nos lares, principalmente naqueles mais humildes onde os discursos das campanhas eleitorais entram como um raio de esperança e a autoridade dos cargos impõe o medo.
E por falar em esperança, quantas vezes e em quantas campanhas políticas vimos muitos desses que hoje ocupam as páginas policiais pregar honestidade, seriedade, decência, transparência?
Quantas vezes vimos homens de punhos cerrados e erguidos, identificando-se com aqueles que lhes prometiam uma nova vida! Vimos esperança no olhar de mulheres prenhes de fato e de fé, numa resignação divina daqueles que esperam pela vitória final.
Agora, a indignação tomou o lugar da esperança e da fé e está nas ruas, nos lares, nas filas de desempregados, nos campos, nos corredores dos hospitais, na violência das ruas, na miséria e na fome que poderiam ser combatidas com programas financiados pelos tantos e tantos milhões roubados do povo alagoano.
As denúncias de corrupção geram protestos, revolta. O medo dá lugar a um irresistível desejo de vingança, mas é preciso lembrar que estamos vivendo, também, um tempo de liberdade, de democracia. É preciso não esquecer que as denúncias estão ao alcance da sociedade em todos os meios de comunicação e que a informação é a única forma de constranger os desonestos.
Estamos às portas de um ano de eleições. Dentro de poucos meses os ilusionistas estarão novamente nos palanques na tentativa de ludibriar os eleitores com suas promessas mágicas e seus discursos bem trabalhados pelos marqueteiros de plantão. Mas, será também a hora de o eleitor exigir a inversão do ônus da prova. Nada de cobrar de povo a responsabilidade de escolher bem e blábláblá…
Nessa eleição, os políticos, principalmente esses que são freqüentadores assíduos das páginas policiais, terão que provar que são inocentes e, de preferência, honestos. E sabem o que diz a voz do povo nas ruas: Essa é uma missão impossível!
É importante também lembrar que é fundamental e vital, mexer nos brios dos homens e mulheres de bem de Alagoas, porque aqui tem gente digna sim!
Vez por outra aparece algum oportunista querendo insinuar que precisamos importar decência e honestidade. Não é bem assim!
Alagoas tem uma história construída por nós, os que aqui estamos e sempre estivemos e é exatamente por isso que não podemos ser fracos, covardes e omissos diante do poder que engana, rouba e destrói a nossa própria história.
7 de Julho de 2009 às 16:31
Martha Martyres
É surpreendente como a incúria administrativa dos últimos meses sofreu um abalo sísmico no último final de semana. Até o Bom Jesus dos Navegantes da entrada de Penedo, o mesmo que durante a campanha eleitoral foi descaradamente usado nos palanques sob ameaça de ter seu barco surrupiado para “despachar adversários” da cidade, recebeu notável trabalho de ajardinamento.
O lixo foi recolhido, o matagal que tomava conta das calçadas, devidamente extraído e um batalhão de trabalhadores, que provavelmente também estão incluídos no “invisível” Decreto de Estado de Emergência, arregimentados para dar cara nova à cidade anfitriã do Governador do Estado em plena segunda-feira.
Mas o comentário maior na cidade, nas bocas-miúdas governamentais e de oposição, é, sem dúvida, sobre o requinte dos móveis e objetos de decoração que estão sendo utilizados para “ornamentar” os órgãos públicos que foram “inaugurados”.
Pena que todo esse aparato tenha perdido o brilho diante do furdunço ocorrido no Posto de Saúde III, o antigo Sesp, onde centenas de pessoas se aglomeravam desde a madrugada, em busca de marcar um simples exame de sangue.
Mulheres, crianças, idosos, cidadãos enfim, tiveram que enfrentar a Polícia.
Enquanto isso, alguns dos ilustres representantes do povo penedense, perfilados e “emocionados”, traduziam em gestos e palavras o que suas atitudes negam nos outros tantos e tantos dias do ano.
Em política, mentir, enganar, usurpar, prevaricar e, sobretudo, aproveitar, são verbetes que jamais receberão reformas ortográficas ou de conceitos.
27 de Abril de 2009 às 17:34
Martha Martyres
O Supremo Tribunal Federal está debatendo a interpretação do Tribunal Superior Eleitoral, que determina que os segundos colocados em eleições assumam postos de governadores cassados. Para os ministros que discordam da decisão do TSE, a Constituição não está sendo respeitada e a Justiça Eleitoral vem permitindo que políticos rejeitados pela maioria do eleitorado “vençam no tapetão”. O TSE já cassou os mandatos de Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Jackson Lago (PDT-MA). Outros governadores passarão por julgamentos. Parte dos ministros do STF defende a realização de nova eleição, indireta, no caso de afastamento de governadores.
Dessa forma, a escolha seria feita pelas Assembleias Legislativas e, consequentemente, o mesmo aconteceria com os municípios, onde as eleições indiretas ocorreriam nas Câmaras de Vereadores, o que representaria um risco para a tão propalada DEMOCRACIA, pelos motivos que todos conhecemos muito bem: quanto custa o apoio parlamentar? Quanto custa um voto nas Assembleias Legislativas e nas Câmara de Vereadores?
No Brasil, tem-se falado muito, nos últimos tempos, sobre terceiro mandato, prorrogação de mandatos e agora, de eleições indiretas.
Diante de tantas notícias de irregularidades nas eleições em todos os níveis, é fácil constatar que quando não há respostas, os caciques da política e da justiça costumam buscar no fundo dos baús da fisiologia os argumentos indispensáveis à manutenção do poder.
Eleição indireta, prorrogação de mandato, possibilidade de terceiro mandato são argumentos que cheiram a golpe contra o povo.
Uma decisão desse nível, mesmo que seja tomada pelo parlamento, sem consulta direta ao povo brasileiro, é uma violação do direito do eleitor de decidir pelo afastamento dos maus representantes ou pela recondução dos bons, se for o caso, mesmo sabendo que desgraça conhecida e democraticamente escolhida é falta de vergonha!
O que o Poder Judiciário precisa garantir ao cidadão brasileiro é o cumprimento das leis e que os que cometem crimes eleitorais, portanto criminosos, sejam punidos.
O que o cidadão brasileiro precisa, é voltar a crer nas instituições e nas leis, já que nos homens…
22 de Abril de 2009 às 11:35
Martha Martyres
(Prefácio do livro de poesias da poetisa penedense Ceiça Cruz)
Aprendi com o mestre Hildo Machado (HM) uma lição inesquecível: nunca recuse um convite para falar de sentimentos. “Esse – dizia ele – é um exercício que nos enriquece.”
A Ceiça Cruz elegeu-me (escrevi em clima eleitoral) prefaciadora de seu livro de poesias e, ao aceitar o convite, ou melhor, o desafio, o primeiro pensamento foi sobre o quanto nós mulheres somos corajosas. Nesse caso, Ceiça, em expor seus mais íntimos sentimentos e sonhos. Eu, em ariscar uma análise desta envergadura.
Ceiça Cruz entrou em minha sala, lá na Penedo FM, com uma pasta nas mãos, contendo seus escritos, e os olhos brilhantes. Ao estender as mãos para entregar-me a pasta, Ceiça entregou-me a sua intimidade.
Como se sente alguém diante das emoções alheias, dos segredos, dos sentimentos extraídos do fundo da alma e revelados no SILÊNCIO DA NOITE, sem o menor pudor?
Esses sentimentos, essas emoções, esse despudor, essa alma despida, é poesia! Um não sei quê contido, palavras engasgadas que jorram diante da primeira oportunidade que lhes é oferecida.
Percorri, incansável, madrugada a dentro, a poesia sublime de Ceiça Cruz, as palavras datilografadas (que bom que a velha máquina de escrever ainda resiste!) do livro que tem como título NO SILÊNCIO DA NOITE.
Quando escrevemos, materializamos pensamentos. Quando escrevemos poesia, estamos materializando sentimentos, emoções. Lendo a poesia de Ceiça Cruz é possível perceber esse processo quase físico porque nela afloram seu amor, sua tristeza, sua alegria, sua saudade, seu pesar, sua sensibilidade.
NO SILÊNCIO DA NOITE tudo acontece, porque a noite é encanto, magia. É NO SILENCIO DA NOITE que a terra palpita, que se roçam as folhas, que se aconchegam os pássaros, que brilha o luar. E tudo isso porque a noite é como o amor. Porque a noite foi feita para os amantes, para as serenatas, para as confissões.
E eu estava ali, na madrugada, NO SILENCIO DA NOITE, com a sensação ao mesmo tempo prazerosa e incômoda de estar usurpando o lugar de algum confidente íntimo.
Deparei-me com a dedicatória ao seu esposo Hilton e a cumplicidade explícita que embasa e permeia a parceria e o crescimento intelectual dos que se amam. Viajei. Uma viagem feita com o coração. Revivi suas Memórias e suas Lembranças. Estive no Saramém, na Foz do Velho Chico. Atravessei a Ilha do Funil. Percorri caminhos verdejantes sentindo a chuva molhar meu corpo e o canto do sabiá encher os meus ouvidos. Fui menina, mulher, anciã. Segui Pegadas, enveredei pelos mistérios da ondas, do encanto da lua cheia e de um extraordinário amanhecer.
Quem disse que não é possível enveredar pela alma de uma mulher? Basta ler a sua poesia!
Quem disse que não é possível sentir o palpitar das pedras? Basta ler Rochoso, Minha Terra, O Penedo de Pedras, terra rochosa que o Velho Chico ampara e contempla.
A poesia de Ceiça Cruz é um mergulho literário nas águas do São Francisco, e em todas as vezes em que me entreguei às águas do velho Opara, gozei da paz.
Essa é a sensação que tive ao ler NO SILENCIO DA NOITE.
A única dúvida que emerge comigo desse mergulho é sobre se é crime, pecado ou castigo render-se à chama sublime do amor!
Ao nos presentear com sua poesia, ao fortalecer o garimpo cultural de Penedo, Ceiça Cruz deixa uma lição: Não. Definitivamente não somos frágeis. Somos Mulheres!
10 de Março de 2009 às 17:13
Martha Martyres
Martha Mártyres*
Fundada em 10 de outubro de 1535 pelo português Duarte Coelho Pereira, Penedo teve por jurisdição as terras de todo o Baixo São Francisco, inclusive as do lado de Sergipe,limitava-se com Coruripe, abrangendo toda a faixa litorânea até a foz, seguindo até a Cachoeira de Paulo Afonso, fazendo parte, inclusive, o povoado de Águas Belas que bem depois passou a pertencer ao Estado de Pernambuco.
Em 12 de abril de 1636, o povoamento foi elevado à condição de vila, recebendo o nome de Vila do Penedo do São Francisco.
Em 1637, o holandês Maurício de Nassau edificou na Vila do Penedo o famoso Forte Maurício para defesa de seus domínios, desencadeando uma gloriosa história de renhidas lutas para a população em seu passado valoroso e histórico.
Nessa época, os meios mais antigos de comunicação eram: o correio a pé ou a cavalo, a carroça, o carro de boi, e principalmente através do caudaloso Rio São Francisco, onde navegaram por longos anos, antigas naus portuguesas e holandesas.

No arquivo particular de S. M. o rei da Holanda, existe um itinerário da cidade do Recife até o forte Maurício em Penedo, datado de 1640. O percurso desse itinerário era feito a cavalo. Sem contar as paradas e os pernoites, gastava-se de cinco a seis dias de viagem.
A comunicação através da catequização dos franciscanos, muito contribuiu para a formação cultural do penedense, em épocas que o conhecimento resumia-se apenas aos conventos e bibliotecas, com exceção de raríssimas pessoas. No século XVII, Penedo foi centro de música sacra, através do Convento Franciscano da cidade que também foi o núcleo fundamental de maior importância na educação das letras da Província das Alagoas. Inclui-se nesse contexto, já no século XIX, a cultura islâmica da chamada Elite Negra, oriunda dos Malês, que deixou valores intelectuais e morais na galhardia do povo penedense.

Em termos de comunicação, o rio São Francisco foi a mola propulsora da maior importância para a estruturação política, econômica e cultural da cidade, que desde os tempos coloniais gozava de importante prestígio nesta região fértil, onde a partir da influência do penedense Francisco Inácio de Carvalho Moreira, Barão do Penedo, o Imperador D. Pedro II em 1866 decretou a abertura dos portos à navegação mercante do Continente Europeu até Penedo. Assim, a cidade tornou-se centro da monocultura da cana, possuindo sete engenhos de açúcar, grande quantidade de fábricas de beneficiar arroz, fábricas de óleo e sabão, criatórios de gado, curtumes, estaleiro para construção de embarcações e uma alfândega. Penedo tornou-se o maior meio de comunicação de toda a região, uma vez que centralizava todo o seu comércio, exportando para o Rio de Janeiro, Europa e América, couro, tecidos, peles, tamancos, artefatos de cerâmica, fumo, algodão, farinha de mandioca e tantos outros produtos agrícolas de todo o Baixo São Francisco.
A necessidade dos meios de veicular a informação, foi crescendo em consonância com o desenvolvimento sócio-econômico da cidade do Penedo, que através dos meios de comunicação conseguiu o seu quinhão no cenário histórico nacional.
A primeira agência de Telegrafo, data de 08/11/1874. A divulgação do conhecimento é marcada pelo surgimento da imprensa. Em 1869 surge o primeiro jornal “O Penedense” de propriedade do Sr. Júlio César Leal, porém, de pouca duração. Daí em diante, foram surgindo inúmeros jornais diários, semanais, periódicos, políticos, religiosos, humorísticos, espíritas, etc., tendo à frente valorosos e intrépidos jornalistas.
Em 5 de fevereiro de 1873 surgiu em Penedo o “Jornal de Penedo”, fundado e dirigido pelo historiador penedense Cônego Teotônio Ribeiro. Anos depois surgiu “O Lutador”, de longa existência, que teve a participação assídua do imortal poeta penedense Sabino Romariz. Em 1882 três jornais circulavam em Penedo: “O Progresso”, “A Luz” e o “Jornal de Penedo”, à época, jornais políticos discordantes em suas linhas editoriais. Uma curiosidade é que o Jornal de Penedo criou uma frase para ironizar as linhas editoriais divergentes: - “O Progresso pode regressar, a Luz se apaga, mas Penedo fica.” Além desses, Penedo teve outros jornais como “O Democrata” (1890), “Diário de Penedo” (1895), “Sul de Alagoas” (1899).
A história dos meios de comunicação em Penedo registra uma lamentável ocorrência quando o jornal “A Semana”, semanário político dirigido por Joaquim Mazzoni, publicava campanhas acaloradas e em uma delas defendeu o Marechal de Ferro. A campanha foi às ruas em frente ao Teatro 7 de Setembro, hoje Floriano Peixoto. Depois da Revolução de 30, o diretor do jornal mandou buscar novos maquinários. Em Penedo, ao invés de receber ferragens e tipos, nos caixotes estavas tijolos. O governo do Estado tomou providências, foi nomeada uma comissão de inquérito para proceder uma sindicância, mas depois o assunto caiu no esquecimento e A Semana não mais circulou.
Ainda outros jornais circularam em Penedo como o “Don Juan” fundado por Elysio de Carvalho em 1892, “O conservador”, “A Evolução”, “O Crepúsculo”, “A Tribuna Popular”, “A Voz do São Francisco”, “O Vadio”, “A Escova”, “O Vigilante”, “Correio do São Francisco” e “O Apóstolo”, de orientação católica, fundado em 1927 e ainda hoje em circulação graças aos esforços do Pe. Aldo de Melo Brandão.
Atualmente Penedo conta com o semanário “Tribuna Penedense”, mantido pela Fundação Educacional do Baixo São Francisco Raimundo Marinho e o “Correio do Povo”, com edições mensais.
A intelectualidade penedense marcou época no cenário cultural do país, desenvolvendo relações com escritores e poetas latino-americanos na pessoa do filho da terra, o polígrafo Elysio de Carvalho, que na Capital Federal (Rio de Janeiro), instituiu vários jornais, dentre eles, o ‘Monitor Mercantil’ que ainda existe. Fundou a importante revista ‘América Brasileira’, que contou com a participação da intelectualidade nacional, incluindo Mário de Andrade de quem foi companheiro na participação e divulgação da Semana de Arte Moderna. Na década de 20, funda a Editora S.A. Monitor Mercantil, com memoráveis publicações, incluindo diversos livros sobre temas brasileiros.
Eduardo Pinheiro Lobo, também filho de Penedo, é considerado o “Pai das Relações Públicas no Brasil”. A dada de seu nascimento, 2 de dezembro, comemora-se no país, o “Dia Nacional de Relações Públicas”. Em sua homenagem, o Conselho Nacional, instituiu a “Medalha de Mérito Eduardo Pinheiro Lobo” destinada a premiar as pessoas físicas ou jurídicas, nacional ou estrangeira, que tenham relevantes serviços prestados à classe dos profissionais de Relações Públicas.
O ‘Theatro Sete de Setembro’, o primeiro em Alagoas, acolheu companhias de arte cênicas nacionais e internacionais e grandes movimentos artísticos. A cidade também foi palco de memoráveis Festivais de Arte trazidos pelo Ministro Pascoal Carlos Magno e logo depois a honra de fundamentar os Primeiros Festivais do Cinema Nacional.

Até 1959, um dos meios de comunicação mais importantes em Penedo eram os Serviços de Auto-Falante. Alguns desses serviços destacavam-se no município, sendo o do Sr. Luiz Fausto, que ficava na região do comércio, mais precisamente na Travessa Carvalho Sobrinho, com cornetas (boca-difusora) instaladas nas Lojas Paulista, Loja Lisboa e Lojas Brasileira, um dos mais ouvidos e o serviço do Sr. Lydio Cruz, que alugava seu equipamento (amplificador e gerador) para as quermesses na cidade e nos povoados. A Voz do Morro era outro serviço de Auto-Falante instalado no Bairro do Oiteiro, antigo Quilombo, e a cidade contava, também, com o Serviço de Auto-Falante da Congregação Mariana, tendo como locutor o saudoso Antonio Brito
O penedense Dr. Hélio Nogueira Lopes, teve atuação fundamental nos meios de comunicação da cidade. Durante sua gestão como prefeito (1956-1961), Penedo foi a primeira cidade de Alagoas a receber energia elétrica diretamente de Paulo Afonso. Instalou a Cia. Telefônica de Penedo com 400 linhas, com serviço semi-automático, que foi absorvido posteriormente pela Telasa. Em 1958 ele fez a doação do prédio onde até os dias de hoje funciona a Emissora Rio São Francisco AM, a primeira emissora do interior alagoano. A Emissora Rio São Francisco foi inaugurada no dia 25 de abril de 1959 às 15 horas. A Emissora Rio São Francisco – prefixo ZYH 246, operando em Onda Média com 1.490 KHz, faixa de 200 metros, iniciou em 1961 a operação em Onda Tropical em 4.915 KHz. O saudoso Haroldo Lessa, um dos grandes nomes do rádio brasileiro, foi o primeiro locutor da Emissora Rio São Francisco com a célebre frase: - Penedo fala mais alto!

EMISSORA RIO SÃO FRANCISCO
Com o advento do rádio, a velocidade da informação chegava facilmente, criando um envolvimento entre o ouvinte e seu próprio imaginário, que passa a dividir uma comunicação auditiva através de efeitos e recursos sonoros, com a imagem dos personagens de novelas, jogos etc., com especial destaque para o desempenho dos locutores da época.
Em 1982 foi implantada em Penedo a primeira torre de transmissão de TV pela Organização Arnon de Melo, através da TV Gazeta de Alagoas.
A televisão particularmente estreitou uma relação de comunicação entre o telespectador e o apresentador. A informação além de ser falada, como na emissora de rádio, pode agora ser vista, lida e interpretada pelo telespectador, passando a interagir em suas expectativas com acontecimentos do seu dia-a-dia.
No final da década de 80, várias concessões de emissoras de Freqüência Modulada foram destinadas ao estado de Alagoas, especificamente para as cidades de Maceió, Arapiraca, Santana do Ipanema, Palmeira dos Índios e Penedo.
Perseguindo o sonho de dotar a sua cidade natal de uma emissora FM moderna e voltada para o crescimento de Penedo, Dr. Hélio Lopes e seu filho, o engenheiro Ronaldo Pereira Lopes, deram início ao trabalho de implantação da Rádio Penedo FM.
Inaugurada em 17 de Fevereiro de 1990, a Rádio Penedo FM – 97,3, ZYC 230 (Classe A3), tem-se destacado em Alagoas e região do Baixo São Francisco, como uma referência no ramo da comunicação, atuando em todos os setores da sociedade sanfranciscana. Com uma missão que envolve prestação de serviço, informação, cidadania, responsabilidade sócio-ambiental e participação decisiva na preservação da memória, no engrandecimento da cultura e no progresso da cidade, a Rádio Penedo FM entra agora na era digital.
RÁDIO PENEDO FM

No ano de 2002, o penedense Moacir Lopes de Andrade iniciou a implantação da Grande Rio FM – 92,1 – ZYS 258 (Classe C). Encontra-se em fase de instalação a FM Farol Melodia – 106,3 – ZYC 259 (Classe C),de propriedade da Fundação Quilombo, leia-se João Caldas.
Penedo, até o momento, não conta com Rádios Comunitárias em funcionamento.
GRANDE RIO FM

Finalmente surge uma tecnologia que reúne todas as possibilidades de comunicação e rapidez, que engloba a imprensa, o rádio e a televisão, operando a uma velocidade com que tudo ocorre: A Internet.
Mesmo com a hegemonia da televisão e da internet, o rádio ainda tem uma presença muito significativa na vida do penedense. Acompanhado de perto toda a evolução globalizada da atualidade, contribuindo com o que há de mais moderno, Penedo conta com vários sites na rede mundial de computadores como:
www.click82.com.br; www.canalpenedo.com.br; www.penedense.com.br; www.conexãopenedo.com.br; www.penedo.al.gov.br da Prefeitura Municipal; www.penedofm.com.br, entre outros.
PÁGINAS DA INTERNET


CONCLUSÃO
A histórica e tradicional cidade do Penedo, Patrimônio Histórico Nacional, foi também pioneira na implantação dos meios de comunicação no estado de Alagoas. De Penedo para o Brasil muitos talentos brotaram dessas pedras, a exemplo de Haroldo Lessa, Antonio Manoel, Stênio Reis, Luilton Rúsivel, Antonio Vieira, Andrade Filho e tantos outros.
Penedo, a cidade “Mui Nobre e Sempre Leal” continua escrevendo as páginas de uma história cujos capítulos são marcados pelo pioneirismo, pela coragem e pela determinação dos que amam esta cidade.
* Radialista, Coordenadora do Curso de Rádio e TV realizado em Penedo pelo Sindicato dos Radialistas do Estado de Alagoas - SINDIRÁDIO
BIBLIOGRAFIA
Penedo – Sua História – Amidanab Valente
Penedo – Ernani Mero
Agradecimentos:
Dr. Hélio Nogueira Lopes
Radialista José Luis Passos
Pesquisadora Cristina Maria Albuquerque Sanchez
Pesquisadora Eleonora Pereira Braga
20 de Janeiro de 2009 às 07:40
Martha Martyres
É lamentável, vergonhosa e de uma sordidez incomensurável a campanha que vem sendo realizada junto a determinados meios de comunicação do estado com o objetivo de denegrir a imagem da cidade de Penedo. Pior. Tem quem se preste a isso sem seguir um dos princípios éticos da comunicação: ouvir ambos os lados, conhecer a realidade dos fatos e só depois, se for o caso, ter um posicionamento opinativo ou simplesmente narrar os acontecimentos para que o público tire suas próprias conclusões.
De repente, após um tumultuado processo político-eleitoral que se desenrolou sob o signo da desconfiança e de supostas irregularidades ocorridas durante o processo eleitoral, Penedo, a histórica e deslumbrante cidade beijada pelo Rio da Unidade Nacional já não é mais a mesma.
Nas eleições deste ano partiu-se, quebrou-se, dividiu-se entre uma Penedo elitista que maquiavelicamente promove acordos espúrios entre alguns falsos moralistas, defensores de uma ética que se esconde nas sombras da noite, e uma outra, formada por gente que se assemelha aos seguidores do famoso e satirizado exército de Brancaleone, um exército formado por gente do povo, os sem casa, desempregados, desamparados e pés descalços que desafiou a aristocracia dos usineiros alagoanos, seguindo um cavaleiro sonhador martirizado pelo peso de um sobrenome, em busca, não de um reino, mas da possibilidade de ocupar espaços aos quais a elite dominante jamais lhes permitiria.
Inegavelmente, matematicamente, a cidade está dividida ou pelo menos estão divididos aqueles que de uma forma ou de outra manifestaram-se na peleja eleitoral. E essa história, essa odisséia nordestina que tem personagens humanos, demoníacos e hermafroditas políticos e espirituais, precisava ser analisada com responsabilidade e contada, sim, mas através de uma ótica imparcial que não cabe em uma cidade, repito, matematicamente dividida, emocionalmente perplexa.
O que não se pode e não se deve admitir é o que está acontecendo agora. Nesse momento, o que há de realmente concreto é essa espécie de saga, esse desejo alucinógeno, essa compulsão doentia que busca a destruição de uma imagem que o povo de Penedo sempre soube e continua sabendo honrar.
Onde está a violência sistematicamente divulgada na capital de Alagoas? Quem são as pessoas que estão vivendo com medo em Penedo? Em que beco escondeu-se esse pavor que não vemos circulando pelas ruas?
Penedo é uma cidade de gente honesta, decente, trabalhadora, ordeira e altiva, que não aceita os grilhões da escravidão de quem quer que seja o pretenso SENHOR, tenha ele o sobrenome que tiver.
Essa tentativa de repassar para a capital e o restante do estado uma situação de violência e de medo ou pavor entre a população é apenas uma tentativa desesperada de pessoas que têm um enorme peso na consciência.
Triste do governante que precisa da segurança da polícia, que precisa do uso da força, para assumir um mandato que deveria significar a coroação de um processo democrático e legal. Quem age assim só demonstra medo do povo e quem tem medo do povo é porque sabe que não é amado.
Um político penedense disse certa vez, embalado pela suave brisa da tarde na Praia do Peba, que o maior erro que essa cidade cometeu foi unir o poder político ao poder econômico.
Mas eu, beradeira do Velho Chico e habituada a ver, ouvir e testemunhar que tudo é realmente efêmero, pergunto: Que poder econômico? O que deixa trabalhadores desamparados sem seus direitos sociais e humanos?
Que poder político? O que desagrega lideranças e emudece uma cidade após o resultado de uma eleição?
As campanhas eleitorais passam. Os mandatos passam. Uma mentira repetida mil vezes pode até transformar-se em uma suposta verdade. Uma imagem, no caso a imagem da histórica cidade onde nasceram Francisco Inácio de Carvalho Moreira, Sabino Romariz, Luis Cravo, Hermílio de Freitas Melro, Fernandes de Barros, Cesário Procópio dos Mártyres e governada por Raimundo Marinho, Alcides Andrade, Hélio Lopes e tantos outros penedenses que honraram a história de Alagoas e do Brasil, pode ser manchada sem nenhum escrúpulo, apenas pela ganância do ter e do trocar, mas esse sentimento de busca por justiça e esse poder maior que emana da vontade do povo jamais serão esmagados por aqueles que transitoriamente detenham um mandato.
Como muito bem disse o ex-governador Moacir Andrade, Penedo é uma cidade que já teve Barão e teve Governador, mas, IMPERADOR, Penedo nunca terá!
18 de Dezembro de 2008 às 18:46
Martha Martyres
É bobagem alguém ainda pensar que nada muda e nada se transforma.
Mas o que estou estranhando é a rapidez da transformação do meu amigo, José da Silva. O rapaz, quando nos encontramos casualmente em um dos restaurantes da cidade, começou trocando a sua habitual cervejinha gelada pelo uísquezinho com gelo e terminou transformando o nosso papo descontraído, inconseqüente, em um quase monólogo sério, responsável e conseqüente.
Para desenvolver sua tese ele me chamou a atenção, primeiro para a dificuldade de nos mantermos otimistas nesse país e, em seguida, afirmou: Ou se ignora propositadamente a duríssima realidade dos acontecimentos recentes ou seremos forçados a admitir que todos eles estão prenhes de uma comicidade trágica, capazes, inclusive, de gerar sentimentos conflitantes e neurotizantes em todos nós. – dito isto, calou-se um instante, observou meu olhar de perplexa curiosidade e esclareceu:
- Veja bem se não é engraçada a preocupação dos políticos conservadores e da classe empresarial quando alertam à Nação para a grave crise econômica mundial, em contraste com o otimismo do Presidente da República e de seu planejamento eleitoral, para 2010!
Não fiz nenhum comentário. Esbocei apenas um sorriso de concordância que o animou a continuar com a sua exposição.
_ Pois é, não posso deixar de achar paradoxalmente terrível que, enquanto isso ou apesar disso, o governo federal autorize a compra de instituições financeiras e empresas deficitárias, os empresários continuem burlando pactos sociais apoiados pela classe trabalhadora e os nossos parlamentares, os nossos congressistas continuem, impatrioticamente, aumentando seus subsídios, afora alguns outros milhões de reais gastos com as chamadas verbas indenizatórias que significam apenas mordomias, passagens de avião, apartamentos de luxo, etc…etc…. E agora , pasmem, a construção de um túnel unindo o Senado ao Palácio do Planalto. Parece coisa de pirata, não?”
Ainda tentei fazer ironia perguntando: e daí?, mas o José da Silva estava realmente empolgado e o resultado é que se tornou ainda mais veemente.
- Daí? Daí a existência do perigo de serem ultrapassados os limites da paciência das classes não favorecidas e que sofrem, sozinhas, apesar do Bolsa Família e do Bolsa Aluguel que está sendo gestado no Planalto, os sacrifícios destinados à manutenção dos privilégios escandalosamente absurdos.. Daí que o fausto de poucos e a miséria de muitos, definitivamente, não é uma situação de equilíbrio capaz de assegurar a tranquilidade deste país. Daí , urge as nossas lideranças se preocuparem menos com os defeitos dos opositores e mais com as ausências de escrúpulos dos poderes econômico e político. Dizem que a falta de juízo é um apanágio da juventude, mas o Brasil não é mais tão jovem e incapaz de assumir a condição de nação séria. É só querermos e, ligeirinho, teremos razões de sobra para esquecermos a extrema grosseria de Charles de Gaulle.
Entreguei-me à reflexão, logo após as despedidas de José, concluindo que ainda há gente desejando que nada mude e outros desejando antecipar as mudanças. Pensei longamente na eleição que aconteceu há pouco mais de dois meses e na eleição que virá daqui a dois anos.
Pensei no meu amigo, que trocou a cerveja pelo uísque, votou em político com uma larga folha de serviços prestados ao aperfeiçoamento da corrupção e que discute política e economia em nível nacional esquecendo-se que tudo começa e tudo termina no quintal de nossas casas.
Ele tem suas razões, mas, diante da demonstração de sua sofisticada análise política nacional, fiquei sem saber se devo encarar os fatos mencionados sorrindo ou chorando.
9 de Dezembro de 2008 às 18:38
Martha Martyres
Em tempos de crise econômica mundial, as informações chegam a todo instante acompanhadas de uma série de termos técnicos utilizados pelos especialista em economia, mas que, na maioria das vezes, não estão acessíveis à maioria da população.
Para atender a essa necessidade, a Rádio Penedo FM pesquisou os principais termos utilizados nas informações econômicas para facilitar a sua vida:
AÇÃO – documento que indica ser o seu possuidor o proprietário de uma certa fração de determinada empresa.
AÇÃO ORDINÁRIA – dá o direito de eleger a diretoria (conselhos) da empresa que a emitiu. No entanto, quando ocorre uma distribuição de dividendos da empresa, os proprietários de ações ordinárias só receberão os lucros depois que os proprietários de ações preferenciais tiverem recebido o seu percentual fixo.
AÇÃO PREFERENCIAL – o proprietário deste papel tem o direito de receber um percentual fixo dos lucros, antes de distribuídos os dividendos da empresa. No entanto, não possuem direito a voto na eleição da diretoria.
AMORTIZ\AÇÃO – processo de pagamento de empréstimo por meio de reduções programadas do montante inicialmente emprestado.
ÂNCORA CAMBIAL – jargão utilizado para designar a política econômica que visa atrelar a moeda nacional a uma moeda estrangeira forte, buscando com isso a estabilização do valor da moeda nacional.
ATIVO – bens, direitos e valores pertencentes a uma empresa ou pessoa. Exemplo: imóveis, dinheiro aplicado, ações, jóias, etc. No mercado financeiro é comumente utilizado o sinônimo equivalente em inglês (asset).
BACEN – sigla para o Banco Central do Brasil. O BACEN é um órgão federal que atua como banqueiro do governo, responsável por gerir o sistema financeiro, fazendo cumprir as disposições que regulam o seu funcionamento. Entre suas principais atribuições estão a emissão de moeda e o financiamento da dívida pública.
BALANÇA COMERCIAL – conta do balanço de pagamentos de um país. O saldo da balança comercial é a diferença entre o volume de exportações e o volume de importações de produtos e serviços realizados por um país em determinado período. Quando o valor das exportações supera o das importações, dizemos que há superávit comercial. No caso contrário, temos um déficit comercial.
BASE MONETÁRIA – designa a soma do total de dinheiro em poder do público e do dinheiro dos bancos comerciais (soma do dinheiro nos caixas, do dinheiro depositado voluntária e compulsoriamente no Banco Central).
BENS DE CAPITAL (OU PRODUÇÃO) – são os bens que servem para a produção de outros bens como máquinas, equipamentos, material de transporte e construção.
BENS INTERMEDIÁRIOS – são aqueles bens absorvidos na produção de outros como o açúcar das balas, os componentes na televisão, etc.
BID – sigla do Banco Interamericano do Desenvolvimento, órgão internacional de ajuda a países subdesenvolvidos e em desenvolvimento na América Latina.
BIRD – órgão internacional de ajuda a países subdesenvolvidos e em desenvolvimento no mundo, também conhecido como Banco Mundial.
BOLSA DE MERCADORIAS – mercado centralizado para transações com mercadorias, sobretudo os produtos primários de maior importância no mercado internacional e interno como café, açúcar, algodão, cereais, etc. Realizando negócios tanto com estoques existentes quanto com mercados futuros, as bolsas de mercadorias exercem papel estabilizador no mercado, minimizando as variações de preços provocadas pelas flutuações de procura e reduzindo os riscos dos comerciantes.
BOLSA DE VALORES – instituição em que se negociam títulos e ações. As bolsas de valores são importantes nas economias de mercado por permitirem a canalização rápida das poupanças para sua transformação em investimentos. Constituem, para os investidores, um meio de jogar, lucrativamente, com a compra e a venda de títulos e ações, escolhendo os momentos adequados de baixa ou de alta nas cotações.
BOLSA DE VALORES DE NOVA YORK – a maior e a mais importante do mundo. Também conhecida como Big Board, de onde é apurado o índice Dow-Jones, composto por 30 empresas.
CÂMARA DE COMPENSAÇÃO – organização que reúne vários bancos de uma localidade com o objetivo de liquidar os débitos entre eles, compensando todos os cheques emitidos contra cada um de seus membros, mas apresentados por cobranças em qualquer um dos outros.
CAPITAL – é a soma de todos os recursos, bens e valores mobilizados para a constituição de uma empresa.
CAPITAL ABERTO – característica de um tipo de sociedade anônima em que o capital apresentado por ações que podem ser negociadas nas bolsas de valores, é dividido entre muitos e indeterminados acionistas.
CAPITAL ESPECULATIVO – dize-se do capital cujo objetivo é unicamente obter vantagens de uma determinada situação, não trazendo benefícios para a economia ou setor no qual se acha investido.
CAPITAL DE GIRO – capital utilizado pela empresa para financiar sua produção, vendas e estoques.
CAPITAL DE RISCO - capital investido em atividades em que existem possibilidades de perdas.
CARTEL – acordo entre empresas independentes para atuação coordenada no sentido de restringir a concorrência e aumentar os preços.
CMN (Conselho Monetário Nacional) – O CMN é um órgão normativo, responsável ela fixação das diretrizes da Política Monetária Cambial e Creditícia do País, de forma a compatibilizá-las com as metas econômicas do Governo Federal. Seu órgão executor é o Banco Central.
COMMODITY – Nas relações comerciais internacionais o termo designa um tipo particular de mercadorias em estado bruto ou produto primário de importância comercial, como é o caso do café, do algodão, estanho, cobre, etc.
COMPULSÓRIO – parte dos recursos aplicados em depósitos à vista e a prazo que ficam retidos no Banco Central, por determinação do mesmo.”Recolher o compulsório” significa a obrigação que as instituições financeiras têm de depositar no BACEN o percentual por este determinado, sobre o montante de seus depósitos à vista e a prazo.
CONTRATOS DE RISCO – acordos que dão direitos especiais na busca e exploração de jazidas minerais.
COPOM – sigla do Conselho de Política Monetária. Órgão governamental encarregado de formular a política monetária do país.
COTA – fração de um fundo. Todo valor aplicado em um fundo e transformado em uma quantidade de cotas que irão evoluir de acordo com o desempenho da certeira do fundo. Todo investidor de um fundo é proprietário de suas cotas. Multiplicando a quantidade de cotas pelo valor atualizado da cota, o investidor obtém o valor atualizado do seu investimento inicial.
CRACK – ocorre quando as cotações de ações declinam velozmente para níveis extremamente baixos.
CVM (Comissão de Valores Mobiliários) – O CVM é um órgão que desenvolve, fiscaliza e disciplina o mercado de valores mobiliários não-emitidos pelo sistema financeiro ou pelo Tesouro – basicamente o mercado de ações e debêntures.
DENÊNTURES – título que garante ao comprador uma renda fixa, ao contrário das ações, cuja renda é variável. O portador de um debênture é um credor da empresa que a emitiu, ao contrário do acionista, que é um dos proprietários dela..
DÉFICIT NOMINAL – valor que se gasta acima do que se arrecada durante um certo período de tempo. Exemplo: quando se declara que o “déficit nominal do governo no ano foi de R$ 50 bi”, significa que as despesas do governo foram R$ 50 bilhões acima da receita.
DÉFICIT PRIMÁRIO – Valor gasto pelo governo e que excede o valor de sua arrecadação, sem levar em consideração a despesa realizada com o pagamento dos juros da dívida pública.
DÉFICIT PÚBLICO – valor que o governo gasta acima do que arrecada, durante um certo período de tempo, considerando-se os valores nominais, ou seja, somando a inflação e a correção monetária do período.
DÍVIDA EXTERNA – somatório dos débitos de um país, garantidos pelos seu governo, resultantes de empréstimos e financiamentos contraídos com residentes no exterior. Os débitos podem ter origem no próprio governo, em empresas estatais e em empresas privadas. Neste último caso, isso ocorre com o aval do governo para fornecimento das dívidas que servirão às amortizações e ao pagamento de juros.
DÍVIDA INTERNA – somatório dos débitos assumidos pelo governo junto às pessoas físicas e jurídicas residentes no próprio país. Sempre que as despesas superam as receitas, há a necessidade de dinheiro para cobrir o déficit. Para isso, as autoridades econômicas podem optar por três soluções: emissão de papel moeda, aumento de carga tributária (impostos) e lançamentos de títulos.
DÓLAR COMERCIAL – estabelece o parâmetro para as operações oficiais de compra e venda de moeda no comércio exterior, geradas pelos seguintes tipos de negócios: exportação, importação, emissão de passagens aéreas e marítimas, bônus, commercial paper. A cotação é expressa em R$ ou US$.
DÓLAR PARALELO – estabelece o parâmetro para o operações de compra e venda de moeda adquirida fora dos meios oficiais, ou seja, através de doleiros. A cotação é expressa em R$ e US$.
DÓLAR TURISMO – estabelece o parâmetro para operações de compra e venda de moedas para pessoas que vão viajar para o exterior. A cotação é expressa em R$ e US$.
DOW JONES – índice utilizado para acompanhar a evolução dos negócios na Bolsa de Valores de Nova York. Seu cálculo é feito a partir de uma medida das cotações entre 30 empresas de maior importância na Bolsa de Valores.
DUMPING – venda de produtos a preços mais baixos que os custos, com a finalidade de eliminar a concorrência e conquistar fatias maiores do mercado.
ENCARGOS SOCIAIS – conjunto de obrigações trabalhistas que devem ser pagas pela empresas mensalmente ou anualmente, além do salário do empregado.
FLUXO DE CAIXA – o pagamento ou recebimento efetivo do dinheiro por uma empresa ou instituição governamental.
FUNDO DE PENSÃO – Conjuntos de recursos provenientes de contribuições de empregados e da própria empresa, administrados por uma entidade a ela vinculada, cuja destinação é a aplicação em carteira diversificadas de ações, ouro, títulos mobiliários, fundos e imóveis, entre outros ativos.
HOLDING – Empresa que adquire a totalidade ou a maioria das ações de outras, que passam a ser suas subsidiárias.
IBOVESPA – Índice de bolsa de valores de São Paulo. Número que exprime a variação média diária dos valores das negociações na Bolsa de Valores de São Paulo, de uma carteira de ações de cerca de 100 empresas selecionadas.
INFLAÇÃO – Desequilíbrio monetário, ocasionado pela perda do poder de compra da moeda, devido ao aumento geral e desordenado dos preços de uma economia.
IGP (Índice Geral de Preços) – Existem dois tipos de IGP e ambos são calculados pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O primeiro é o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), cuja a coleta de dados é efetuada entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês de referencia. A cada decêndio do período de coleta ocorre divulgações previas. O IGP-M foi criado com o objetivo de estabelecer o indicador confiável para as operações financeiras, especialmente as de logo prazo. O segundo, o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), se refere ao mês cheio, ou seja, o período da coleta vai do primeiro ao último dia do mês de referência e a divulgação ocorre próxima ao dia 20 do mês posterior. O IGP-DI foi criado com o objetivo de balizar o comportamento geral de preços na economia.
INPC ( Índice Nacional de Preços ao Consumidor) – Índice calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com o objetivo de balizar os reajuste de salário. Universo de pesquisas é composto de pessoas que ganham de um a oito salários mínimos nas regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, além do Distrito Federal e do município de Goiânia. O período de coleta vai do primeiro ao ultimo dia do mês de referência e a divulgação ocorre próxima ao dia 15 do mês posterior.
JUROS – Remuneração que o detentor do dinheiro cobra para conceder um empréstimo. O valor do juro (seu percentual) é considerado como custo ou preço do dinheiro. Em economia, o dinheiro é considerado um bem disponível no mercado e portanto tem um preço, um custo. Alguns dos motivos pelos quais os juros sobem ocorre quando a pouco dinheiro disponível no mercado ou quando a inadimplência aumenta.
LETRA DE CÂMBIO – Tipo de título negociável no mercado. Consiste numa ordem de pagamento em que uma pessoa ordena que uma segunda pessoa pague determinado valor para uma terceira. Deve trazer, de forma explicita, o valor do pagamento, a data e o local para efetuá-lo.
LETRA DO TESOURO – Qualquer título emitido pelo Governo Federal, com prazo fixo e que paga juros de mercado. As Letras do Tesouro são usadas como instrumentos de controle do dinheiro circulante e de financiamentos a investimentos de obras públicas.
MERCADO DE CAPITAIS – Toda rede de bolsa de valores e instituições financeiras (bancos, companhias de investimentos e de seguro) que opera com compra e vendas de papéis (ações e títulos de dívidas em geral).
MERCADO FUTURO – Mercado onde são realizadas operações envolvendo lotes padronizados de comodities ou ativos financeiros. Neste marcado, os participantes apostam em cotações futuras dos ativos para se proteger ou simplesmente especular. Por exemplo, se há a crença de que a cotação futura de um ativo será 120 e o mercado pré-especifica em 100, deveria-se comprar este índice futuro.
MOEDA PODRE – Títulos de dívida que são negociados no mercado com deságio devido a dúvida da capacidade do emissor em efetuar o pagamento no vencimento.
MONOPÓLIO – Controle exclusivo de uma atividade. Situação em que um só vendedor controla a oferta de determinado produto ou serviço.
MORATÓRIA – Prorrogação do prazo para o pagamento da dívida externa de um país.
NASDAQ – National Association of Securities Dealers Automated Quotation. Lançada em 1971, a NASDAQ é a principal Instituição Americana operando no Mercado de balcão. É também a primeira bolsa eletrônica conectando diretamente compradores e vendedores. A NASDAQ é conhecida por negociar ações das maiores empresas de tecnologia, como a Microsoft, Intel Dell Computer, Yahoo! Etc.
PARAÍSOS FISCAIS – Pequenos estados que cobram impostos muito baixos ou não cobram, e por isso, são procurados por empresas e pessoas físicas para o depósitos de seus recursos. Como exemplo podemos citar Bahamas, Luxemburgo e Suíça.
PERCENTAGEM – Não confunda percentagem (ou porcentagem) com ponto percentual. Se algo cresce de 10% para 20%, aumentou 10pontos percentuais, mais o aumento percentual foi de 100%.
PIB (Produto Interno Bruto) – É a medida do produto gerado na economia durante um determinado período de tempo. O cálculo é feito em unidades monetárias (reais, dólares etc.) porque esta é a única forma de somar coisas tão distintas como bens (carros, toneladas de trigo etc.) e serviço (produtos gerado em bancos, escolas, hospitais etc.). a sua variação anual reflete o quanto a economia produziu a mais ou menos que no ano anterior.
POLÍTICA CAMBIAL – Conjunto de medidas tomadas pelo governo que afetam a formação de taxa de câmbio. É diferente da política monetária por atuar mais diretamente sobre todos os fatores relacionados às transações econômicas do país com o exterior.
POLÍTICA FISCAL – É a política de receitas e despesas do governo. Envolve a definição e a aplicação da carga tributária sobre empresas e pessoas físicas, e a definição dos gasto do governo com a base nos tributos arrecadados. Exerce forte impacto na política monetária.
POLÍTICA MONETÁRIA – Conjunto de medidas que define o controle da oferta de moeda e, conseqüentemente, as taxas de juros, visando garantir liquidez ideal para cada momento econômico.
RAZÃO SOCIAL – É o nome devidamente registrado sob o qual uma pessoa jurídica se individualiza a exercer suas atividades. A razão social diferencia-se do nome dado a um estabelecimento ou do nome comercial com que a empresa pode ser reconhecida junto ao público.
RECESSÃO – Processo de crise econômica, normalmente admitido como temporário, e caracterizado por desemprego, inflação, retratação do mercado etc.
RESERVAS CAMBIAIS – As reservas cambiais refletem o montante de moeda estrangeira (e ouro) acumulado pelo país. O resultado do balanço de pagamentos, que reflete o resultado monetário das transações de bens e serviços realizados pelos brasileiros com o exterior (saldo em transações correntes), assim como no fluxo das capitais entre o país e o exterior (empréstimos, financiamentos, aplicações em mercado financeiro, investimento direto em plantas industriais etc.), vai exprimir se houve acumulo ou perda de moeda estrangeira no período, refletindo, por tanto, as variações de reservas cambiais.
ROYALTIES – Pagamento efetuado pela utilização de uma marca ou símbolo.
SOCIEDADE ANÔNIMA – Sociedade comercial formada por, no mínimo, 7 sócios, sendo a capital de cada um representado pelo número proporcional de ações e sua responsabilidade limitada ao capital investido.
SOCIEDADE LIMITADA – Sociedade comercial por cotas de responsabilidades limitadas: cada sócio responde apenas na medida de sua cota. Deve adotar uma razão social que explique, o quanto possível, o objetivo da sociedade e seja sempre seguida da palavra “limitada” ou ltda.
SPREAD – Taxa adicional de risco cobrada no mercado financeiro, sobretudo o internacional. É variável conforme a liquidez do tomador, volume de empréstimo e o prazo de resgate.
TAXA DE DESEMPREGO – Nas pesquisas de emprego/desemprego são consideradas varias subdivisões da população: O total da população residente no local da pesquisa; o total das pessoas que estão trabalhando – como empregados, autônomos ou empregadores – que é a chamada população “ocupada”; e , ainda, a parcela da população que esta desocupada – ou seja, que está à procura de algum tipo de ocupação, formal ou não. Todas as pesquisas nesta área estabelecem critérios para limitar a população que julgam qualificadas a assumir algum tipo de ocupação – em geral, uma idéia mínima. Assim, sob este critério, a junção da população ocupada e desocupada compõe a chamada PEA – População Economicamente Ativa.
VIÉS – Tendência verificada na análise de algum fenômeno da natureza ou situação estatística. Exemplo: Quando analisamos a média de acidentes de automóveis causados por mulheres em relação aos homens (levando-se em conta o total de homens e mulheres dirigindo), deveremos obter taxa inferior, dado o VIÉS gerado pela característica mais cautelosa da mulher.
24 de Novembro de 2008 às 11:02
Martha Martyres
Nasci às margens do São Francisco, o rio, e cresci no mato, entre os animais, os mesmos que São Francisco, o santo, “elegeu” (perdoe-me se escrevo essa palavra em tempos tão significativos!) para serem por ele defendidos e amparados.
Cresci aprendendo lições que nos dia de hoje soam como uma nota desafinada nesse mundo onde não se sabe ao certo o que significa o bem ou o mal. Aprendi que roubar, enganar, mentir, matar, desrespeitar pai e mãe, etc…,etc…, eram coisas do mal. Aprendi que devia obedecer aos mais velhos, respeitar os pais e professores, dizer “com licença” e “obrigado”, dividir o lanche com o colegas, jogar o papel na lixeira, rezar diariamente ao levantar e ao deitar, fazer as lições e ajudar nas tarefas de casa, visitar os doentes, amparar os excluídos, sentar à mesa das refeições com a família e defender a minha cidade, o meu estado, o meu país.
Com essas lições em livros imaginários sob o braço, saí para o mundo em busca de “ser alguém”. E sou.
Transformei-me em uma radialista e entre tantas funções no rádio optei pelo radiojornalismo, pela notícia, pelo encantamento da descoberta da lide: o que, onde, quando, como, quem… Durante muitos anos enfrentei um microfone com a mesma motivação e ansiedade dos primeiros tempos, numa batalha diária contra as injustiças sociais. Lutei contra a fome, a miséria, a ignorância, a covardia, a prepotência, o abuso de poder, o desemprego, a falta de perspectivas e de esperança. Até que cansei.
Passei 25 anos de minha vida falando das mesmas mazelas, comentando os mesmos assuntos: a falta de saneamento, o sucateamento da educação e da saúde, a inércia dos governantes, a imoralidade das leis…, até que perdi a esperança e passei a contar os dias para me aposentar, decepcionada e impotente diante de tanta corrupção, violência e omissão.
E eis que surge, quando senti minhas forças abandonarem as convicções que antes considerava inabaláveis, o Sapucaia, aquele de quem tanto ouvi falar e tive a oportunidade de conhecer quando trabalhava com o então deputado federal Albérico Cordeiro! O pilarense acostumado a comer bagre resgata, em uma sentença, as minhas forças já exauridas pela descrença e a dignidade de um estado inteiro que apesar da tradição histórica de grandes personalidades está sufocado pela insanidade bandida de uma corja de calhordas que com suas ações corruptas matam, todos os dias, não apenas pela ação pistoleira de matadores de aluguel, mas matam principalmente pela fome, pela miséria, pelo desemprego, pela falta de escolas, de remédios, de merenda escolar!
Seria injusta se citasse apenas o Dr. Sapucaia. Temos nessa luta em prol de um estado mais limpo, vários nomes que engrandecem o nosso povo, a exemplo de promotores de justiça como o Dr. José Carlos Castro, através de quem homenageio os homens prestantes do Ministério Público de Alagoas e o Dr.Gustavo Souza Lima que muito bem representa a escol da magistratura alagoana. Ambos prestaram relevantes serviços ao povo de Penedo e, é claro, beberam a água do nosso Velho Chico.
Também sei que sobre seus ombros, e de seus pares, como sobre os ombros de Atlas, está o peso de um mundo muito especial: um mundo novo, sem conivências, conveniências ou mentiras e que resgate a maior carência de todos os homens e mulheres desse estado: a crença nos homens e nas leis.
Quando constato a enxurrada de ações de impugnações de candidaturas de políticos cúmplices no ter e no trocar antes do ser e do dever, sinto-me revigorada. Quando, pela manhã, cumpro meu papel de comunicadora e divulgo certas notícias, determinadas manchetes, inegavelmente sinto minha alma restaurada. É por isso que a esses agentes da esperança agradeço a revitalização de nossa expectativa cidadã.
Estou e continuo no campo e batalha. Que venham os corruptos, os covardes, os obstáculos. Vou combatê-los através da palavra, da informação, de uma luta que tem como principal arma as lições que aprendi na minha infância, no mato, na beira do rio e com a certeza de que muitos, assim como eu, também aprenderam essas mesmas lições.
E que São Francisco, o santo, nos proteja e abençoe!
14 de Julho de 2008 às 16:08
Martha Martyres
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