ISABELLA, uma vítima das paixões humanas Estou na área!

É por isto que querem a ponte lá na Foz?

5 de Maio de 2008 às 12:06 Martha Martyres  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 901

O que é um resort e o que trás de bom para o povo do local em Brejo Grande? É por isto que estão pressionando para que a ponte que seria entre Penedo e Neópolis vá para Brejo Grande?
E os nossos políticos, os governos dos municípios de Penedo, Igreja Nova e o governo do estado, os deputados federais, as lideranças, afinal, vão ou não vão tomar posição?
Além do prejuízo ambiental, queremos a ponte porque queremos o progresso não apenas do turismo dos ricos. Queremos transporte para a produção do Platô de Neópolis e do Projeto Marituba em Penedo, para a produção de arroz e da piscicultura. Penedo já é hoje um pólo educacional, queremos a ponte para facilitar e baratear a vida dos estudantes e de suas famílias.
Queremos a ponte sim e devemos lutar por ela. Se as estradas abrem os caminhos do desenvolvimento, as pontes significam a vitória sobre os obstáculos desse mesmo caminho.
Considerada “Berço da Civilização Alagoana”, a “Cidade dos Sobrados”, assim denominada pelo sociólogo Gilberto Freyre, apresenta hoje grande potencial turístico e econômico, tanto pelas belezas naturais quanto pelo inquestionável patrimônio cultural.
Atualmente, Penedo reveste-se de grande importância no desenvolvimento educacional do Baixo São Francisco. A consolidação do Pólo Penedo da Universidade Federal de Alagoas-UFAL, com os cursos de Engenharia de Pesca e Turismo e a implantação do Centro Federal de Educação Tecnológica – CEFET, oportunizando a formação profissional de milhares de jovens dos estados de Alagoas e Sergipe, representa um marco extraordinário para a região. A tão esperada revitalização do Rio São Francisco e a possibilidade de expansão do Arranjo Produtivo Local – APL da Piscicultura, bem como a perspectiva do desenvolvimento na produção do Etanol, haverão de impulsionar a agroindústria.
Neópolis, município fundado com o nome de Santo Antônio de Vila Nova e elevado à categoria de Freguesia em 18 de outubro de 1679, é considerada a capital sergipana do frevo. Situada às margens do Rio São Francisco, a cidade tem uma vista maravilhosa e destaca-se pela potencialidade econômica do Platô de Neópolis, projeto de fruticultura irrigada do Baixo São Francisco que mudou o perfil social da região. O Projeto está com 30% da sua capacidade produtiva, em torno de 50 mil toneladas. Mas a meta é chegar a produzir mais de 250 mil toneladas.
O Platô produz coco, abacaxi, mamão, banana, maracujá, melancia, limão e tangerina. As frutas são comercializadas nos supermercados locais e exportadas desde Pernambuco até a Bahia. Para o total aproveitamento de sua potencialidade produtiva e viabilidade econômica, o transporte tem importância vital

Veja a matéria da Articulação Popular em Defesa do rio São Francisco e ouçam o grito de uma ribeirinha que luta por Penedo e pela sua região.
QUEREMOS A PONTE PARA CRESCER E PROSPERAR. SE A PONTE É PARA O TURISMO DOS RICOS, ELES QUE GASTEM MAIS COMBUSTÍVEL PARA CHEGAR AO PARAÍSO!!!!!!

Entenda, pra não se deixar enganar!!

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O que é um Resort ou hotel de lazer? é um lugar de luxo usado para relaxamento ou recreação, situado fora do centro urbano com áreas edificadas, voltados especialmente para atividades de lazer e entretenimento do hospede.

Para quem serve um resort? Somente aos ricos que podem pagar diarias caras que chegam até mil reais por dia para passar feriados ou férias. Geralmente, um resort é uma grande seleção com diversas atividades, como bebida, comida, alojamento, esportes, entretenimento e compras.

A quem beneficia? Somente os donos do hotel lucram com o empreendimento. A construtora NORCON (obra normalmente financiada com dinheiro público), deseja possuir todas essas terras de beira rio perto da Foz do Rio São Francisco para lucrar muito dinheiro. Para isso, eles querem retirar as comunidades deste local, pois os resorts precisam fazer a “limpeza visual” no caminho de acesso dos hospedes de luxo. Eles tiram não somente os pobres de suas casas, mas, o que eles consideram feio. Daí comunidades como Resina, Saramém e Brejao dos Negros são ameaçados de serem retirados deste local.

Como ficam os pobres? Os pobres ficam fora de seus território tradicional. Pois o resort não traz emprego para o povo do local, pois eles usam somente a mão de obra altamente especializada em hotelaria, não se enganem, pois, não serão estes pobre que terão esse emprego, inclusive proibidos de venderem artesanatos diretamente aos hóspedes ou mesmo comidas. O meio ambiente também sofre, com a destruição do ecossistema Manguezal, destruição das lagoas, caranguejos, siris, peixes e pássaros. Os impactos causados ao meio ambiente, como poluição, extração inadequada de areia são alguns dos problemas causados por estes empreendimentos.

Acontece que para construir o resort é necessário licença do IBAMA para atestar a viabilidade ambiental do empreendimento. Precisa que o INCRA resolva o problema das terras das populações tradicionais que aqui exista. Que tem que haver preocupação com a participação efetiva das comunidades atingida opinando sobre esse assunto. Acontece que a NORCON aliados aos latifundiários que se apropriaram dessas terras, aos políticos desta região em busca de enriquecimento, não estão respeitando o direito dessas comunidades tradicionais que dependem do rio, do mar e do mangue para viver.

A terra é do povo de Resina, a terra é do Povo do Saramém, a terra é do Povo pobre Quilombola do Brejão dos Negros, a Terra é do povo de Carapitanga e de todas as comunidades que aqui existe. A terra não é de ninguém, a Terra é de Deus, a Terra é dos Pobres. A Terra é das Populações tradicionais que sempre viveram aqui desde mesmo antes e depois da colonização: são os pescadores e pescadoras artesanais, os descendentes dos negros africanos – o Povo Quilombola. Essas comunidades tradicionais são os herdeiros, deixado por seus antepassados e não podem abrir mão deste direito.

Essas terras têm que ser transformadas não em resort para os ricos se beneficiarem. Tem que ser transformadas em Reservas Agroextrativistas - RESEXs e feita a regularização das terras públicas destinadas às populações tradicionais que aqui existem. Onde o Povo viva e cuide da Natureza, sem cercas e sem medo.

São Francisco Vivo: Terra, Água, Rio e Povo!!
Articulação Popular em defesa do Rio São Francisco

Publicação arquivada em: Política

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7 Comentários Faça seu próprio

  • 1. Maciel Oliveira  |  5 de Maio de 2008 às 14:29

    Martha, fiquei muito feliz em vê essa matéria no seu BLOG. Nós como cidadãos não podemos deixar que isso aconteça.
    Grande Abraço
    Maciel

  • 2. Fatinha  |  7 de Maio de 2008 às 16:50

    bem Martha como sempre esta aí o impasse, vai terminar que os poderosos vão ganhar, a briga é feia e grande, esses politicos e empresários que vem se apossando de várias partes do nosso litoral so pensam em si e nos seus lucros, mas é sempre bom ter alguém como vc pra falar, quem já andou na praia do Francês vai ver qdo for daqui uns dias, teremos que procurar outro local, porque aonde costumavamos ficar esta sendo feito 2 resorts e um parque aguatico, adeus Francês , mas vamos a luta!! CALAR NUNCA!!! parabéns!!bjo

  • 3. Roberto  |  13 de Maio de 2008 às 11:38

    Esse interesse para a ponte ser construida ali e não aqui,tem muito a ser discutido atendendo a vários pedidos é lógico.Sobre o castelo a ser realizado é uma boa para a regiao mas tem que ser bem analizado como por exemplo do Rio Grande do Norte, os gringos estão dominando o pedaço,com mançoes que é do tamaho da cidade de Penedo.Distruiram tudo agora fica fechado com meia duzia de pessoas trabalhando.
    Vejam o que está acontecendo…

  • 4. ANDREIA  |  18 de Maio de 2008 às 13:40

    muito bem Marta,enquanto as nossas autoridades não estão nem ai,que era quem deveriam estarem preocupados,que deveriam se preocuparem por Penedo ser uma cidade histórica e está perdendo a sua fama,e seu glamur.

  • 5. Amauri  |  31 de Maio de 2008 às 19:41

    O Que podemos lamentar é o nivel de nossos governantes quie são sobre tudo fraco para cuidar da nossa linda,bela e hospitaleira cidade ribeirinha que nessa eleição que se aproxima não se deixe levar por qualquer que seja a oferta vamos analizar corretamente nossos candidadtos que ainda msm com tada coisa ainda acreditamos que venha fazer algo par nos. Marta parabéns pelo seu bloge pelo seu programa.

  • 6. Marcelo  |  5 de Junho de 2008 às 14:10

    Penedo parou em 1972,hoje é um cidade do já foi a ponte seria um alternartiva para acorda a cidade para o desenvolvimento
    mais acho estranho pois o projeto só vem atona em anos eleitorais,porque?

  • 7. Fernanda  |  25 de Junho de 2008 às 12:49

    Com todo respeito, me soa um tanto quanto egoísta as opiniões favoráveis a localização da ponte entre Penedo e Neópolis. Falou-se acima que a ponte na foz iria beneficar os ricos! No trecho Neópolis-Penedo iria beneficiar quem?? Pensar dessa forma é um de um egoísmo que dói na alma. Penedo já é desenvolvida, a ponte não iria modificar tanto o que já existe. O comércio existente na região vai melhorar com a ponte, vai! Mas comparado ao que pode trazer em desenvolvimento para a região da foz, caso seja la a ponte, chega a ser ridículo. A foz precisa dessa ponte. Não importa se vai ser essa ou aquela construtora, esse ou aquele rico, no final o que importa é que irá trazer desenvolvimento sim. Não adianta, é natural. Se a Norcon quer fazer o resort na foz, maravilha!! Se é pra rico, ótimo. Não importa, o desenvolvimento acaba chegando. O que me parece é que determinadas opiniões tendem a querer preservar sempre uma situação de pobreza secular como se esse estado de pobreza fosse cultura, algo a ser preservado. Quem conhece a região sabe do que estou falando. Penedo existe por si só, anda com as próprias pernas, Neópolis também, mas lá no fim do rio a coísa é complicada. Com a ponte os holofotes serão ligados na região trazendo desenvolvimento e maior atenção a gestão dos homens públicos daquela área. Deixemos o egoísmo de lado, até mesmo porque se aponte for na foz ,Penedo e Neópolis serão muito benficiadas. Quem for a foz ou ao resort não deixará de visitar Penedo e Neópolis, isso é fato. Os acessos da foz a Neópolis serão melhorados dimunuindo as distâncias. Outro fator importante é que para Sergipe só interessa a ponte na foz, por razões lógicas. Trata-se da linha verde que Sergipe não tem. Sergipe necessita dessa ligação. Lembrem-se, todo político quer deixar sua marca, fazendo a ponte Penedo-Neópolis o preseidente não será muito lembrado, mas fazendo a ponte Brejo-Piaçabuçu ele nunca mais será esquecido, até porque as dimensões da obra não deixaram que isso aconteça.

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